Operação Cavalo Marinho apreende mais de 300 quilos de entorpecentes no interior do Amazonas
Por Silvânia Lopes
Mais de 300 quilos de pasta-base de cocaína foram apreendidos pela Polícia Militar e pela Secretaria Adjunta de Inteligência no município de Jutaí, a 751 quilômetros de Manaus. As autoridades que formam a cúpula da segurança informaram que esta é uma das maiores apreensões realizadas pela polícia no Amazonas.A operação Cavalo Marinho resultou na prisão dos irmãos, Edmundo dos Santos Moreno, 52, e José Raimundo dos Santos da Silva, 27, e do colombiano, Robson Acho Aricari, 29. Com eles foram apreendidas duas armas, uma pistola semi-automática 7.65 mm e um revólver calibre 38. Os três serão autuados pelos crimes de tráfico de entorpecentes e porte ilegal de armas.
O material apreendido vinha de Tabatinga, a 1.105 quilômetros da capital, com destino a Manacapuru, a 79 quilômetros de Manaus, de onde seria distribuído em todo o Estado, conforme o delegado de Jutaí, sargento PM Luís Maia.
A droga estava sendo transportada em uma canoa de madeira com motor rabeta, que navegava em frente à comunidade indígena Acapuri de Baixo, próximo à sede do município. A Secretaria de Inteligência ficou sabendo da droga por meio de denúncia anônima. “A participação da população foi fundamental para essa grande apreensão.
Depois que recebemos a informação, montamos monitoramento por vários dias, resultando no sucesso da operação Cavalo Marinho, sob o comando do 3º Batalhão da Polícia Militar, por meio dos policiais de Jutaí”, disse o secretário de Inteligência, Thomaz Vasconcelos.De acordo com os acusados, eles iriam receber R$ 60 mil pelo transporte. O delegado disse que os criminosos chegaram a oferecer um suborno de R$ 150 mil aos policiais para que não fossem presos.
O secretário Thomaz Vasconcelos afirmou que Jutaí é tido como um município na rota do tráfico internacional na América do Sul.
Notícia nacional
Esquema que movimentou mais de R$ 1,3 milhão é desmontado em São Paulo
De acordo com o Ministério Público a quadrilha, que emitia carteira nacional de habilitação de forma ilegal na Grande São Paulo, movimentou cerca de R$ 1,3 milhão nos últimos dois anos.A investigação envolveu a Corregedoria de Polícia Civil de São Paulo, a Polícia Rodoviária Federal e Secretaria da Fazenda do Estado e Agência Nacional de Petróleo, resultando em 44 mandados de busca e apreensão e 19 prisões.
Dentre os presos estão o delegado de polícia, Juarez Pereira Campos, que comandava a Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran) de Ferraz de Vasconcelos (Grande São Paulo) e o policial civil, Aparecido Santos, também da Ciretran.
A investigação do esquema começou com a Polícia Rodoviária Federal de Mato Grosso do Sul após diversas ocorrências envolvendo motorista com CNH’s suspeitas de fraude emitidas em São Paulo.
A polícia descobriu que o sistema de identificação por impressão digital do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) de São Paulo era fraudado pela quadrilha.Carteiras de pessoas analfabetas e deficientes físicos eram as que mais despertavam suspeitas dos policiais.
De acordo com o promotor do Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado (Gaerco) de Guarulhos, o sistema permite que qualquer digital seja colocada no lugar da digital do candidato. “Em alguns casos foram registrados duzentos condutores usando a mesma digital”, comentou o promotor.
Documentos, dinheiros e prontuários de CNH’s serão utilizados na identificação de mais suspeitos. Pelo menos 17 auto-escolas estão envolvidas no esquema.
Notícia internacional
Epidemia mata dezenas de crianças na Coréia do Sul
Uma misteriosa epidemia está atingindo as cidades fronteiriças da Coréia do Norte com a China. De acordo com uma organização humanitária com sede em Seul dezena de crianças já morreram.O Grupo dos Bons Amigos informou que a doença, até agora não especificada, está matando de cinco a seis crianças por dia na cidade de Hoeryong.
As autoridades sanitárias da Coréia do Norte ainda não conseguiram diagnosticar a doença para desenvolver um tratamento. Os médicos locais acreditam que as mortes tenham sido causadas pela gripe aviaria ou pela febre aftosa. Os sintomas da doença se assemelham aos da gripe, como febre, dor de garganta, catarro e perda de apetite. Não há registros de adultos infectados.
O regime de Pyongyang não identificou nenhum caso de gripe aviaria desde 2005 quando foram sacrificadas 210 mil aves após um surto da doença. A Coréia do Norte, um dos paises mais isolados e pobres do mundo, faz campanha de prevenção desde que a doença se estendeu pela vizinha Coréia do Sul e sempre participou ativamente com os programas de ajuda fornecidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

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